Análise de Dados e Transformação Digital na Saúde e nas Farmácias

Independente do motivo ou por quanto tempo, em algum momento, todos nos relacionamos com os dispositivos e equipamentos de saúde pública ou privada – ou a ausência deles. Por conta disso, toda e qualquer inovação que contribua para melhorá-los é muito bem vinda. E o potencial de benefícios do uso da Análise de Dados – e a própria Transformação Digital – é enorme.

 

 

Já publicamos, aqui no blog, uma lista de possíveis aplicações de Business Intelligence no setor de saúde. Elas vão da entrada até a saída de um hospital ou clínica, seja no setor público ou com planos de saúde. Afinal, na era dos dados, a análise deles é um poderoso aliado.

A consultoria McKinsey & Company publicou uma pesquisa que mostra quatro pontos em que as empresas de saúde podem se beneficiar de soluções tecnológicas:

  • Personalização: A experiência do consumidor deve ser adaptada mais de perto às necessidades dos indivíduos;
  • Acesso: A continuidade de cuidados deve ser aprimorada para que os consumidores tenham acesso quando e onde precisarem;
  • Incentivos: Incentivos bem projetados prometem motivar os consumidores a fazer melhores escolhas;
  • Inovação: Os novos conceitos de produtos devem ser cuidadosamente projetados para atender às necessidades e desejos dos consumidores.

Sem precisar exercitar muito a imaginação, é possível perceber que há bastante potencial para que novas aplicações e produtos de tecnologia ajudem as diversas empresas de Saúde a salvar mais vidas e melhorar a vida de todos. Para citar apenas um exemplo, a união de Inteligência Artificial e saúde pode movimentar em torno de 13 bilhões de dólares até 2025, segundo o Global Market Insights. 

Os Estados Unidos receberam 4 dos quase 7 bilhões de dólares investidos em startups de saúde em 2019. Ao contrário de expectativas e de outros setores, o restante dos investimentos em tecnologia voltados para esse campo encontram-se bastante pulverizados. Pode-se dizer que três pólos bem distintos se apresentam como hubs de Saúde:

  • Pequim: A adoção de tecnologias inovadoras por conta de profissionais de saúde e pacientes chineses ultrapassa o de outros países.
  • Paris: O governo francês está impulsionando a inovação por meio de sua “estratégia nacional de saúde eletrônica”, instituída em 2016 com um apoio de 2 bilhões de euros.
  • Bangalore. Chamada de “Vale do Silício da Índia” pela BBC, o setor de saúde digital da cidade faturou 178 milhões de dólares até o segundo trimestre deste ano – o dobro no mesmo período no ano passado. Além disso, 88% dos profissionais de saúde indianos usam algum tipo de tecnologia digital de saúde.

O caso da última cidade pode ser uma inspiração para o Brasil, por conta de termos uma mesma posição de emergência econômica e alguns outros indicadores sociais semelhantes também. 

 

 

Também na Índia, a PharmEasy é uma empresa de farmácias on-line que promete usar a Internet para otimizar serviços como consultas médicas e distribuição de medicamentos. Por conta disso, da grande população do país e possibilidade de pulverização dessa solução, a Softbank estuda investir 100 milhões de dólares na organização.

Vale informar que a Softbank, multinacional japonesa de telecomunicações, tem olhos especiais para a Índia. Em 2018, a quantidade investida no país chegou a 8 bilhões de dólares.

Só que essa possibilidade de investimento foi apenas o começo. A PharmEasy já está arrecadando 130 milhões de dólares da Temasek, de propriedade do governo de Cingapura, e o fundo de pensão canadense Caisse de dépôt et placement du Québec (CDPQ).

 

GIGANTES TECH COM OLHOS PARA A SAÚDE

Já que estamos falando da PharmEasy, vamos falar de outra gigante farmacêutica. A francesa Sanofi firmou uma parceria com a Google para combinar análise de dados, inteligência artificial e recursos de nuvem visando oferecer tratamentos e medicamentos que melhor funcionem para cada cliente. 

 

 

Só que a Google não é a única gigante tech que está se movendo para desenvolver serviços ligado à saúde. A Microsoft se uniu a cadeia de hospitais Providence para, por meio de serviços em Nuvem e Inteligência Artificial, otimizar a gestão, organização, armazenamento e acesso a dados dos históricos dos pacientes.

A quase onipresente Amazon, claro, também não está de fora. Primeiro que Jeff Bezos tem um planejamento sério de entrar no setor das operadoras de planos de Saúde – potencialmente, podendo ser o maior plano do mundo. Mas, claro, ainda há vários outros pontos. No Reino Unido, por exemplo, a Alexa já oferece informações e orientações de saúde

Já que tanto se falou das farmacêuticas, também é pertencente à Amazon, a PillPack, que está em pé de guerra com outras empresas mais antigas do setor. Isso porque o braço da empresa de Bezos faz um serviço delivery de remédios bastante disruptivo, com as dosagens já separadas e especificadas. 

Por fim, a Apple está unida a uma gigante farmacêutica também, a americana Eli Lilly. A parceria das duas acontece para detectar os primeiros sinais de Alzheimer e demência com o uso do iPhones e de Apple Watch – que já possui um dispositivo que detecta quando um idoso sofre uma queda.

 

 

HEALTH TECH: EXEMPLOS DO QUE ESTÁ SENDO FEITO

Camila Farani, empresária e investidora-anjo com participação no Shark Tank Brasil, escreveu, em coluna na Gazeta do Povo, um texto de nome impactante chamado “As Health Techs vão literalmente salvar o mundo”. Nele, trouxe alguns cases de inovação e apostas em novas tecnologias ligadas à saúde:

  • HEALTH+, braço específico na área da Saúde do fundo gaúcho GROW+; 
  • Hospital Albert Einstein (SP) abriu sua incubadora em 2017 e já firmou parceria com 25 negócios promissores; 
  • Grupo Fleury vem testando IA no atendimento aos clientes e estão testando novos produtos.

Camila Farani ainda foi além e disse: “A verdade é que usar a tecnologia a favor de temas como saúde, educação, problemas ambientais, vai além da estratégia. É prioridade da sociedade para avançarmos.”

O Albert Einstein também apresenta uma solução inovadora em parceria com a Amil, que consiste em atendimento por videoconferência para queixas de baixa complexidade. Porém, ainda é algo vetado pelo Conselho Federal de Medicina. 

Outra inovação para a área de Saúde e que atinge, em especial, as operadoras de Saúde, é a OPME Digital. Trata-se de uma ferramenta desenvolvida para aperfeiçoar a gestão de órteses, próteses e materiais especiais (OPME), uma antiga dor do setor.

 

 

Ela foi criada em Florianópolis, uma cidade com postura invejável em relação a Saúde e num estado que, como um todo, conta com instituições que se interessam pela Saúde 4.0 – Joinville, por exemplo, investe 40% da receita em tecnologia e está digitalizando vários serviços

Também foi desenvolvida com toda a experiência e técnica da BIX Tecnologia. Faz parte da nossa missão de otimizar a gestão de processos e pessoas para melhorar a vida de todos. Afinal, com uma melhor gestão na compra de OPME, vários custos rotineiros e impactantes para um plano de saúde caem. Por conta disso, a tendência é que o preço para os beneficiários também caia ou, pelo menos, pare de crescer tão vertiginosamente. 

 

 

E OS DADOS?

Tudo bem que fizemos um post sobre a relação entre Business Intelligence e a saúde, mas sempre existem questões a serem discutidas. Por exemplo, um interessante programa de saúde dos Estados Unidos, o “Todos Nós” (“All of Us”, no original) do Instituto Nacional de Saúde, lançado no ano passado.

 

O projeto tinha o objetivo de coletar informações genéticas de, pelo menos, 1 milhão de estadunidenses e disponibilizá-las amplamente a pesquisadores que buscam avanços médicos. Essas informações poderiam ser cruzadas com outras que foram coletadas, como questionários de saúde ou registros eletrônicos – claro, de quem aceitasse fornecer. 

O Instituto se uniu a uma startup chamada Color, que vai investigar como os resultados desses testes podem afetar a saúde das pessoas. Em outras palavras, como as características genéticas podem ser determinantes em algumas doenças e quais os procedimentos que devem ser tomados por cada pessoa para evitá-las.

Esse exemplo dos Estados Unidos, unido aos anteriores citados no texto, servem apenas como uma prova de como o setor da Saúde busca e precisa de novas tecnologias. Sendo que, claro, é apenas o começo. Inovação e disrupção, quando aparecem, mudam a realidade. E, nesse setor, isso pode significar salvar vidas.

Independentemente do estágio digital em que a empresa de saúde se encontra, a análise de dados pode ajudar a trazer novos olhares para procedimentos que, muitas vezes, já eram até vistos como imutáveis. A BIX Tecnologia é uma consultoria que atua próximo de seus clientes para compreender a realidade da instituição e ajudá-la a resolver possíveis problemas. Entre em contato conosco para conhecer mais sobre a nossa atuação!

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